Caro usuário, este site utiliza cookies para ajudar a fornecer a melhor experiência on-line possível. Leia nossa Política de Privacidade para saber mais sobre as informações que coletamos em nosso site e sua finalidade. Ao continuar a usar este site, você concorda que podemos armazenar e acessar cookies no seu dispositivo.

Artigos

06/10/2020Artigos, IMPRENSA, Noticias

A inovação é a melhor amiga da estratégia, da liderança e da cultura

Os três elementos fundamentais para a inovação nas companhias são a estratégia definida, o engajamento da alta liderança e a cultura de tolerância ao erro

Artigo de Danielle Totti e Renata Vinhas

Publicado originalmente em: Negócios – Online | BR

Quando falamos em inovação, existem diversos modelos de atuação nas empresas. Algumas companhias têm uma área dedicada, outras têm um time ligado à área de tecnologia ou ainda uma equipe de desenvolvimento de produtos. Existem também organizações que têm grandes laboratórios de pesquisa científica e alocam toda a sua inovação ali. Ou, ainda, empresas com mais de um modelo.

Não existe certo ou errado nessa questão. Existe o que funciona para cada empresa, dependendo da sua ambição, da sua atividade core e do ramo em que atua. Mas os três elementos fundamentais para a inovação atingir outro patamar nas companhias são a estratégia definida, o engajamento da alta liderança e a cultura de tolerância ao erro.

A própria definição de inovação, que pode ser ampla, muitas vezes ligada à criação de novos produtos, processos, novas tecnologias e novos negócios, é constantemente debatida nas empresas. Porém, todas essas possibilidades estão mais ligadas ao COMO do que ao POR QUE inovar.

E é aí que encontramos os fundamentos para que a inovação seja efetiva nas organizações. O primeiro dos pré-requisitos fundamentais é que ela esteja ligada à estratégia de curto, médio e longo prazo da companhia. Com a função simultânea de fortalecer o negócio, fazer brotar novas oportunidades e olhar, no cenário de longo prazo, o que poderia transformar as atividades da empresa.

Um segundo elemento fundamental está no patrocínio das iniciativas pela alta liderança da empresa. Nada mais eficiente para eliminar uma ideia do que simplesmente não incentivá-la. A liderança tem que ser o exemplo e, mais que isso, promover o tema dentro da companhia. Não é simples, não é fácil e leva tempo. Ninguém vira exatamente a chave e passa a ser inovador de um dia para o outro. Esse é um modelo mental diferente do usual que necessita ser desenvolvido. Por isso, é importante que o processo de criação de uma estratégia de inovação seja compartilhado entre toda a liderança. Essa é a melhor forma de criar pertencimento e acelerar a curva de aprendizado na empresa como um todo.

Por fim, o desdobramento e a comunicação devem ocorrer de forma clara para toda a companhia. Assim como a estratégia da empresa, a estratégia de inovação também deve ser disseminada, abordando os seus objetivos macros, assim como os caminhos e processos definidos que levarão até ela. É preciso criar um movimento que fomente os colaboradores a participar, estimular a geração de ideias e fazer com que eles se sintam parte da construção do futuro da organização. Enfim, são as pessoas que vão construir esse futuro e não as tecnologias. Por isso, é fundamental esse olhar para a cultura e a comunicação dentro dessa agenda.

Com esses ingredientes como pano de fundo, a inovação ganha contornos, ganha impulso e transpassa a organização como algo tangível, objetivo e capaz de ser convertido em resultados no curto, médio e longo prazos.

*Danielle Totti é gerente geral de Planejamento Estratégico e Inovação na Votorantim Cimentos; Renata Vinhas é consultora de Inovação na Votorantim Cimentos

Fonte: SNIC em Pauta

Tags:, , ,