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Banco de pautas

15/10/2010Banco de pautas, IMPRENSA

Norma de Coordenação Modular entrou em vigor e permite racionalizar processos construtivos

É comum, durante uma obra, que uma porta ou uma janela não encaixe no espaço destinado a ela, o que gera desperdício de material e custos. No entanto, a solução para esse problema existe há mais de trinta anos e denomina-se coordenação modular.

Entrou em vigor no dia 1º de outubro, a NBR 15.873:2010 – Norma de Coordenação Modular para edificações, publicada no dia 1º de setembro, que especifica como padrão a medida de 100 mm para módulos básicos, além de definir os termos e os princípios da coordenação modular para edificações. O conceito de coordenação se aplica ao projeto e construção de edificações de todos os tipos e também à produção de componentes construtivos.

A ideia central é permitir que os sistemas e componentes tenham medidas padronizadas de forma industrial e sejam compatibilizados desde o projeto. Com isso, a construção se torna mais racionalizada e com alto índice de produtividade. A Norma de Coordenação Modular foi elaborada pela Comissão de Estudo de Coordenação Modular do CB-02 (Comitê Brasileiro da Construção Civil) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com a participação do Comitê de Tecnologia e Qualidade do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

Para elaboração do projeto da norma, foram consideradas seis normas internacionais, a ISO 1791:1983, que define os termos necessários para a concepção e construção de edifícios de acordo com a coordenação modular; ISO 1006:1983, que estabelece o valor do módulo básico para ser usado na coordenação modular de edifícios; ISO 2848:1984, princípios e regras da coordenação modular; ISO 6513:1982, séries de medidas multimodulares preferíveis para dimensões modulares; ISO 6514:1982, que determina os valores dos incrementos submodulares; e ISO 1040:1983, que define as medidas dos multimódulos para dimensões coordenadoras horizontais.

A norma cancela e substitui a ABNT NBR 5706 – Norma de Coordenação modular da construção, que fixava as condições exigíveis a serem observadas na elaboração de projetos coordenados modularmente, assim como outras 24 normas da ABNT que fazem referência à Coordenação Modular.

Segundo Mario William Esper, gerente de Relações Institucionais e responsável pela área de Normalização e Assuntos Estratégicos da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), afirma que o Brasil é um dos pioneiros na aprovação da norma de coordenação modular decimétrica (módulo de 10 cm), a NB-25R, em 1950. O engenheiro explica que “atualmente, o tema volta a fazer parte da discussão de construtoras e projetistas devido à necessidade de aumento de produtividade aliada à redução de custos. Outro fato que determina a retomada desse sistema é que cada vez mais os empreendimentos imobiliários apresentam plantas flexíveis para atender a demanda do mercado.”

Segundo Mario William, o sistema modular facilita a industrialização e padronização de métodos e detalhes. Além disso, contribui para o controle da produção no momento em que usa técnicas pré-definidas, diminui problemas de interface entre os componentes, elementos e subsistemas, e reduz desperdícios e erros de mão de obra.

O engenheiro conta que a amarração entre as paredes, por exemplo, pode ser obtida com maior facilidade se o uso do bloco proporcional substituir blocos de dimensões distintas. Ele destaca também que nas edificações em alvenaria estrutural é importante ter a definição da sequência de técnicas para a execução dos subsistemas. “Com a coordenação modular, o controle de execução é mais efetivo, inclusive com redução de patologias”, afirma Mario William.

Sobre a ABCP – A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) – www.abcp.org.br – é uma entidade sem fins lucrativos que, há mais de 70 anos, promove estudos sobre o cimento e suas aplicações. Reconhecida nacional e internacionalmente como centro de referência em pesquisas sobre cimento, a ABCP também atua no desenvolvimento de tecnologias sobre concreto e mantém uma equipe de profissionais, como arquitetos, engenheiros, geólogos e químicos, à disposição do mercado para consultoria e suporte a grandes obras da engenharia brasileira. Entre as atividades desenvolvidas nestes 70 anos, a Associação destaca-se pelas pesquisas que envolvem o uso do concreto em grandes obras, bem como pelo aperfeiçoamento técnico transmitido por meio de cursos ministrados para universitários, com apoio de construtoras e empresas do setor.

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