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IMPRENSA

11/03/2019IMPRENSA, Noticias, São Paulo

Vendas de cimento não consolidam crescimento em fevereiro

As vendas internas por dia útil em fevereiro – que considera o número de dias trabalhados e tem forte influência no consumo de cimento – apresentaram queda de 2,3% em relação a janeiro, e redução de 3,2% sobre fevereiro de 2018.

As vendas de cimento no Brasil registaram um total de 4,1 milhões de toneladas no mês de fevereiro de 2019, de acordo com o SNIC (Sindicato Nacional da Indústria de Cimento), valores que representam 6,4% a mais em relação ao mesmo mês do ano anterior. No bimestre, de janeiro a fevereiro, os resultados atingiram 8,6 milhões de toneladas, uma alta de 5,4%, apontando para um crescimento inexistente.

Já nos últimos 12 meses (março de 2018 a fevereiro de 2019), as vendas acumuladas atingiram 53,1 milhões de toneladas. Este número significa uma redução de 0,4% em comparação com o mesmo período anterior (março de 2017 a fevereiro de 2018). Segundo Paulo Camillo, presidente do SNIC e da ABCP, os resultados do mês passado foram influenciados diretamente pelo comparativo de dias úteis trabalhados. “O desempenho de fevereiro ficou maior justamente por ter dois dias úteis a mais do que em fevereiro de 2018, devido ao feriado de Carnaval. Se formos analisar as vendas por dia útil o resultado de fevereiro é 3,2% menor do que o mesmo mês do ano passado”, afirma. 

Consumo aparente e importação 

Na análise de vendas do cimento no mercado interno mais o acumulado de importações, o total chegou a 4,1 milhões de toneladas em fevereiro. O resultado representa uma alta de 6,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Ao comparar o acumulado nos últimos 12 meses (março de 2018 a fevereiro de 2019), a queda no consumo atingiu 0,6% em relação ao mesmo período anterior (março de 2017 a fevereiro de 2018). 

Desempenho incerto marca início do ano

Paulo Camillo também apontou outros fatores que estão levando a um cenário ainda incerto para a indústria do cimento em 2019: “Apesar do reaquecimento do mercado imobiliário apontado nos últimos meses, o setor ainda não conta com um ambiente consistente capaz de conduzir a um crescimento sustentável e que possibilite a recuperação da perda acumulada de quase 30% nos últimos quatro anos”, esclarece.

“Nossa projeção é que o primeiro semestre de 2019 apresente um crescimento próximo de 1,5% e a expectativa é de um segundo semestre ainda mais forte, alavancado principalmente pelo possível início/retomada das obras de infraestrutura do governo federal, que devem nos ajudar a fechar o ano com alta de 3%”, complementa o executivo.

Deconcic

Paulo Camillo participou nesta segunda-feira (11/03) de reunião plenária da diretoria do Deconcic (Departamento da Indústria da Construção e Mineração), da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), onde apresentou os números recentes da indústria do cimento e explanou sobre o comportamento do mercado da construção civil, com destaque para as áreas imobiliária e infraestrutura.

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