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26/02/2021IMPRENSA, Noticias, Sul

Obras de edifícios são as que mais consomem concreto

Na primeira rodada da Conferência Global do Concreto, realizada virtualmente no começo de fevereiro de 2021, e promovida pela Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA, do inglês Global Cement and Concrete Association), foi apresentado levantamento sobre quais obras mais consomem concreto no mundo. A construção de edifícios é líder disparada. De acordo com a pesquisa, que teve a participação da European Ready Mixed Concrete Organization (ERMCO), 61% de todo o concreto do planeta vai para erguer prédios, seja para fins habitacionais ou comerciais.

As obras de infraestrutura aparecem na 2ª posição, com 20%, seguidas pelos pavimentos urbanos e rodovias de concreto, que somam 14%. Outros tipos de construção consomem 5% do concreto produzido mundialmente. Apenas em alguns países africanos, que investem maciçamente em obras de infraestrutura, como é o caso da Etiópia, é que a construção de edifícios não aparece entre os empreendimentos que mais consomem concreto.

A tendência mundial é que a construção imobiliária siga à frente nesse ranking. Nos Estados Unidos, por exemplo, o grupo de inteligência de mercado da PCA (Portland Cement Association) espera que o consumo de cimento cresça quase 1% em 2021, impulsionado principalmente pela construção residencial. No Brasil, as obras imobiliárias garantiram 80% das vendas de cimento em 2020, o que permitiu que o setor crescesse 10,9%, de acordo com dados divulgados pelo SNIC (Sindicato Nacional da Indústria de Cimento). Para 2021, a projeção é de crescimento de 1%, calcado em novos projetos imobiliários.

Edifícios do futuro apontam para a construção industrializada do concreto e o BIM

Na Conferência Global do Concreto, diante da realidade de que edifícios são as construções que mais absorvem o insumo no planeta, o que se discutiu foram soluções que tornem essas obras mais sustentáveis. A resposta, aponta Andrew Minson, diretor de sustentabilidade da Associação Global de Cimento e Concreto (GCCA), está na construção industrializada do concreto e no uso do BIM (Building Information Modeling). “Precisamos aumentar o ciclo de vida útil dos edifícios e torná-los menos emissores de CO2”, resume.

Minson e os demais debatedores da conferência, que reuniu 101 representantes do setor mundial de cimento e concreto, defendem que partes das estruturas dos edifícios possam ser montadas e remontadas. “As projeções da Agência Internacional de Energia (IEA, do inglês International Energy Agency) indicam que, em 2050, a demanda global por cimento poderá chegar a 5 bilhões de toneladas. Para compensar esse aumento, as obras precisarão ser mais sustentáveis e eficazes, prolongando seu ciclo de vida útil e permitindo que estruturas possam ser reutilizadas em novas obras”, propõe.

Os debates prosseguirão dia 14 de setembro de 2021, quando acontece a segunda rodada virtual da conferência. O tema será “O futuro do concreto”. Para baixar o relatório do que foi discutido na 1ª rodada acesse o link.

Fonte: Portal Cimento Itambé / Por Altair Santos

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