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01/03/2013IMPRENSA, Norte/Nordeste, Noticias

Monitoramento de indicadores reduz custo total da obra

Difundir práticas construtivas racionalizadas e fazer com que as construtoras criem a cultura de monitoramento de indicadores de desempenho. Esse é o objetivo do Programa Obras Monitoradas, um projeto implantado pela Comunidade da Construção do Recife para disseminar a tecnologia da alvenaria de vedação com blocos de concreto. O programa foi aplicado em empreendimentos das construtoras Conic e Romarco.

Na construção das cinco torres do Condomínio Sítio Donino, da Conic, o uso de blocos de concreto foi comparado à alvenaria tradicional com tijolos cerâmicos através do acompanhamento dos índices de perda de blocos, de argamassa e a produtividade da mão de obra. Apesar do seu custo maior por unidade, o bloco de concreto permitiu uma redução de 5% no custo total da obra em comparação com o tijolo cerâmico. “A racionalização trazida pelo bloco de concreto teve como consequência um produto de maior qualidade e menor custo”, avalia Lucian Fragoso, CEO da empresa. Também foram constatados outros benefícios. Com o monitoramento, a perda de blocos de concreto caiu de 15% para 2%. No quesito argamassa, a perda foi de 6%, quando a média nacional é de 115%. “Com o programa, as construtoras estão percebendo que ganham competitividade quando utilizam sistemas construtivos racionalizados. Esse é o melhor exemplo de que estamos no caminho certo”, afirma Emanuelle Pontes, engenheira da ABCP NNE.

Os resultados obtidos foram divulgados entre as outras construtoras participantes da Comunidade em visitas guiadas às obras. “Também fizemos publicações e participamos de encontros e seminários por todo o país, o que serviu de referência para que outras empresas possam replicar as ações e usufruir dos benefícios alcançados”, conta Alberto Casado, professor da Universidade de Pernambuco e coordenador do projeto. Comunidade da Construção – A Comunidade da Construção é um movimento nacional que, em Recife, é liderada pela ABCP, junto ao Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-PE) e à Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi/PE), em parceria com o SEBRAE e o Sindicato das Indústrias de Produtos de Cimento (Sinprocim- PE).

Após 10 anos de trabalho, o movimento tem a adesão de 29 importantes construtoras locais, além de 13 fornecedores e várias entidades e instituições de ensino ligadas ao setor.

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