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12/01/2026Posts ABCP-SNIC (pt-en-es), IMPRENSA, Noticias, São Paulo

Perspectivas para 2026

O cenário econômico marcado por incertezas fiscais do governo, com a Selic em patamares elevados, aliado ao alto endividamento e inadimplência da população, indica que a taxa de crescimento do consumo de cimento será moderada em 2026.

No entanto, três importantes vetores poderão sustentar o consumo durante o ano.

Habitação: a nova meta governamental de contratar 3 milhões de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) até 2026, 1 milhão de casas a mais do que o objetivo anterior, pode gerar um incremento no consumo de cimento na ordem de 5 milhões de toneladas. Soluções como paredes de concreto moldadas in loco e alvenaria estrutural com blocos de concreto serão cruciais para viabilizar esse volume com agilidade e menor custo. O impacto no setor é direto: uma unidade habitacional de 45 m² consome 6 toneladas de cimento se construída com paredes de concreto, ou 4 toneladas se utilizados blocos de concreto.

Infraestrutura de transportes: a malha viária brasileira possui, em extensão, apenas 13% de estradas pavimentadas e, portanto, há uma grande oportunidade de utilizar o pavimento de concreto no país. Trata-se de uma solução econômica e de alta durabilidade, o que minimiza os custos de manutenção. Além de sustentável, otimiza o consumo de combustível e a vida útil dos pneus, atenua as ilhas de calor e amplia a luminosidade das rodovias. Tudo isso pelo uso do cimento, um insumo cada vez mais alinhado às metas de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE).

Com 57% das estradas existentes em condições regulares ou ruins, há um vasto campo para obras de restauração com whitetopping (recapeamento de concreto sobre asfalto). As novas diretrizes do Ministério dos Transportes para alocação de recursos em contratos de concessão rodoviária, visando mitigar as emissões de GEE, favorecem diretamente o pavimento rígido, que consome cerca de 939 toneladas de cimento por quilômetro recuperado.

Saneamento básico: em 2026, o setor continuará aquecido com grandes leilões, atraindo investimentos de concessionárias privadas, impulsionados pelo novo marco legal e pela busca da universalização, com foco em obras estruturantes que poderão gerar demanda por cimento.

Com isso, as projeções do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento) apontam expansão na demanda do cimento em 2026, desde que se efetivem programas com ênfase em habitação, saneamento e logística.

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