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08/10/2026IMPRENSA

Vendas de cimento têm leve queda no 3º trimestre

A indústria brasileira de cimento comercializou 5,7 milhões de toneladas em setembro de 2026, queda de 5,7% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). No terceiro trimestre, as vendas somaram 18,1 milhões de toneladas, recuo de 0,4% ante igual período do ano passado. Entre janeiro e setembro, o volume alcançou 50,8 milhões de toneladas, aumento acumulado de 0,9% na comparação anual.

O resultado refletiu a menor quantidade de dias úteis no terceiro trimestre e as chuvas constantes, que prejudicaram o andamento das obras. Por outro lado, o mercado de trabalho aquecido e o avanço das vendas de imóveis, especialmente no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), ajudaram a sustentar a demanda. A taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto a população ocupada atingiu o recorde de 103,5 milhões de pessoas.

No mercado imobiliário, as vendas de imóveis cresceram 5,4% no primeiro semestre, enquanto os lançamentos recuaram 0,3%. No MCMV, as vendas avançaram 15,5% e os lançamentos, 7,9%, levando o programa a responder por 58% dos lançamentos no segundo trimestre, maior participação desde o início da série. Ao mesmo tempo, as condições financeiras seguem pressionadas, com a Selic em 13,75% e o comprometimento da renda das famílias com dívidas em 49,86%.

Os sinais de cautela também aparecem nos indicadores de confiança, com recuos na perspectiva do consumidor, na confiança da construção e da indústria. Para o setor cimenteiro, o desempenho dos próximos meses dependerá da continuidade dos projetos habitacionais e de infraestrutura. Apesar das incertezas econômicas, fiscais e políticas, além dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, o setor mantém a expectativa de crescimento do consumo em 2026, apoiado pela demanda da habitação popular e das obras de infraestrutura, em especial a ampla utilização de pavimento de concreto.

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